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| Em Brugges. |
Estando em Bruxelas é quase imperdoável não fazer um bate-volta a Brugges. A menos de 100 km da capital,
é muito fácil chegar até lá. Basta pegar
um trem que saia de alguma das principais estações de Bruxelas, partindo da
Estação Central, por exemplo, o percurso pode durar entre 1:03 hora a 1:52, o
tempo de duração é informado antes de realizar a compra que pode ser feita
tanto pela internet através do site oficial da empresa: http://www.belgianrail.be/en/Default.aspx ou pode ser
feita também por meio das máquinas dispostas nas estações. Se não me falha a
memória, você pode escolher o idioma em inglês ou espanhol, o que facilita
muito a compra.
A ida e a volta nos finais de semana
custa em torno de 15 euros, já no meio da semana, o preço sobe para 28 euros.
Pelo que andei pesquisando, esse desconto parece não funcionar na alta
temporada. Embora os trens sejam muito bons e quase nunca seja necessário
comprar as passagens com antecedência, é bom não arriscar durante o verão
europeu, pois a quantidade de turista quadruplica e se deixar para comprar de
última hora, pode não encontrar vaga no horário desejado.
Assim que cheguei à Brugges por volta
das 10:30 da manhã, quase não tive coragem de sair do trem. O frio estava mais
intenso do que o inverno no Alasca e olha que já estava se aproximando o verão.
Para conseguir encarar o frio, passei no Starbucks e comprei o chocolate-quente
mais caro da minha vida, 4,20 euros. Pelo menos, eu descobri que o Starbucks
entrega de graça um mapinha da cidade. Então mesmo que você não compre nada,
passe lá e pegue o seu mapa. Embora Brugges seja pequena, o mapa ajuda a
encontrar as atrações.
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| Desde 1669. |
Seguindo um pouco os demais turistas e
também as placas que diziam “Centrum”, fui adentrando num mundo que parecia de
outro século e realmente era. Construções de 1600, igrejas medievais como a
Catedral de Nossa Senhora. Brugges já parecia Salém, a cidade das Bruxas.
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| Catedral Nossa Senhora. |
Como a temperatura de 5 graus já estava
me deixando vesgo, aproveitei o comércio aberto para comprar uma luva. Há uma
infinidade de lojas se comparada ao tamanho reduzido do município, mas atenção,
tente não cair na cilada, pois embora os preços não me parecessem altos, é um
crime gastar o seu precioso tempo em Brugges com compras.
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| Rua de lojas e burca improvisada para diminuir o frio. |
Andando apenas mais um pouco, logo se
chega ao centro, onde está o Market, o Campanário e outras construções de tirar
o fôlego.
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| Campanário de Brugges. |
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| Prefeitura. |
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| Praça, cavalo e o Market. |
Apesar das belezas, senti falta dos
famosos canais, ainda não havia visto nenhum. Olhei no mapa e fui atrás dele.
Se Brugges é chamada de Veneza do Norte, imaginei que o que não faltaria por lá
eram canais. Para a minha surpresa, os canais são poucos se comparado à Veneza
e até mesmo à Amsterdam, mas pelo menos os que têm são bonitos.
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| Canal principal. |
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| Espelhos d'água. |
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| Passeio turístico. |
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| Canal medieval. |
Foi em Brugges que vi meu primeiro
moinho de vento europeu, o que achava que só fosse encontrar na Holanda. No
caminho até o moinho, começou a chover e eu com meu guarda-chuva quebrado
(desde Bruxelas) fui andando sozinho por umas ruas desertas, o céu fechado, as
construções um tanto góticas... Esse conjunto foi aumentando o meu medo.
Parecia que eu estava num cenário de filme de terror. Não parecia de jeito
nenhum que era o século 21. Parecia realmente que entrara na máquina do tempo e
que a qualquer momento veria camponeses em trajes medievais e bruxas sendo
queimadas na fogueira.
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| Rua deserta e céu fechado |
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| Os moinhos de Brugges. |
Após
ver o moinho, sair daquela parte correndo, mas para conhecer melhor a cidade,
voltei por outra rua, a qual para o meu desespero estava completamente
inabitável, nem casas havia lá, apenas um muro de uma fábrica de um lado e do
outro lado um muro alto com cara de cemitério. Tentei manter a coragem e a mantive até
que apareceu uma Mercedes preta com os vidros fechados. Por algum motivo, a
velocidade da Mercedes reduziu drasticamente, dando indícios que ia parar e foi
aí que minha pose de corajoso acabou e eu sair correndo desvairado por Brugges
como se estivesse fungindo de um monstro voador. É o mal de ter imaginação fértil.
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| Casa aparentemente abandonada. |
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| Cenários sombrios. |
Com
essa carreira quase que eu entrei sem querer numa corrida profissional que
estava tendo na cidade. Por ser pequena, Brugges oferece muitas atividades
paralelas. Mas como eu só corro quando tenho medo, resolvi explorar um pouco
mais à cidade, dessa vez, nas zonas movimentadas. Lá tem um museu da batata
frita que a entrada custa 6 euros e outras atrações que não entrei por falta de
tempo e de dinheiro.
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| Desfile da fanfarra. |
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| Corrida à la São Silvestre. |
O
mais bonito, no entanto, é de graça. Fiquei fascinado com a Grand Place de
Brugges, com os cavalos, com as lojas de chocolate e até as de cerveja, embora
eu não beba, mas para quem gosta deve ser uma espécie de catarse, pois são mais
de 3 mil tipos de cerveja, nem sabia que existiam tantas. E também não podiam
faltar as lojas sobre o Ri Tim Tim.
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| Loja de biscoitos. |
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| Cavalos na Grand Place. |
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| Loja de cerveja. |
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| Quadros do Ri Tim Tim. |
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| Grand Place de Brugges. |
Para
crianças e até para os adultos também, há um parque de diversões logo ao sair da
estação central, mas é aquela coisa, para um bate-volta, o parque perde a
preferência. Muita gente se questiona se vale a pena dormir em Brugges. Eu acho
que isso depende muito, principalmente devido a uma questão financeira.
Hospedagem em Brugges é muito mais cara que em Bruxelas, mas talvez seja
vantajoso caso seu próximo destino fique mais próximo saindo da cidade das
Bruxas.
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| Busto e museu. |
Também
me parece que é um lugar mais para família e casais, talvez o viajante
solitário se sinta entediado se passar mais de um dia. Em todo o caso,
recomendo com veemência que você tire um dia para admirar este incrível mundo
velho, o qual não se encontra em qualquer lugar. Próxima parada: Antuérpia.
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| Da janela lateral. |