Há algum tempo, fiz um post aqui no blog com uma lista de filmes que ajudam a entender o Holocausto Judeu em todas suas facetas. No entanto, há produções que deixam o contexto histórico de
lado e se concentram nos personagens. É o caso de dramas biográficos de
sobreviventes, geralmente, baseado em fatos. Listo
Veja os 5 melhores filmes de
sobrevivência judaica em minha opinião.
5º Um Ato de Liberdade
Tanto o filme quanto o fato são pouco conhecidos
do grande público, porém a história dos irmãos Bielski, protagonizada por
Daniel Graig, é impressionante. Fugindo dos nazistas, os irmãos poloneses
acabam formando uma comunidade de perseguidos no meio da floresta. Para
conseguirem sobreviver, eles se aliam ao exército vermelho, além de cometerem
algumas atitudes questionáveis, como: roubar e matar civis.
Mais do que uma fotografia bem feita e
de sequências de ação plausíveis, o filme se diferencia pela raridade que é vê judeus
sendo mostrados como anti-heróis bons de tiro, quase Highlanders. Para quem se
interessar em saber mais sobre a resistência, também foi lançado no Brasil o
livro homônimo, escrito por Nechama Tec.
4º Os Falsários
Mais conhecido que o anterior, “Os
Falsários” conta a história de um grupo de judeus no Campo de Concentração de
Mauthausein, onde eram obrigados a falsificar notas de dólares e libras.
Obviamente, eram judeus de mão de obra qualificada, portanto, possuíam benefícios,
entre eles, a chance maior de sobrevivência. Porém, será que vale a pena
sobreviver tendo que ajudar os nazistas a vencer a guerra? O que é certo e
errado quando a vida está em jogo?
O maior mérito do filme é justamente
levar esses questionamentos até o final, num roteiro que exala tensão
psicológica. Destaque também para as competentes atuações.
3º Fuga de Sobibor
É claro que numa produção de guerra se conta muito a qualidade da parte técnica, mas em “Fuga de Sobibor” fica
provado que nada é mais importante do que uma boa história, ainda mais quando
ela é real. Localizado na Polônia, o campo de concentração de Sobibor foi palco
de uma resistência ousada. Os prisioneiros judeus em combinação com os
prisioneiros de guerra bolaram um plano para que todos pudessem fugir, ou seja,
mais de 600 pessoas, e todas ao mesmo tempo.
O filme provoca uma verdadeira catarse
no espectador, fazendo-nos muitas vezes pular do sofá, graças a uma montagem
que potencializa ainda mais a força dramática desse acontecimento único.
2º O Diário de Anne Frank
Entre as inúmeras versões baseadas no
livro da famosa garotinha judia, a que eu mais gosto é o telefilme produzido em
2009 pela BBC de Londres. A atriz Ellie Kendrik, ao meu ver, foi quem melhor
interpretou Anne Frank até hoje, conseguindo exprimir toda a angustia de uma
adolescente que passa anos escondida num anexo secreto.
Por se passar quase que inteiramente num
único cenário, sentimo-nos mais próximos dos personagens, torcendo por eles não
simplesmente pela situação que se encontram, mas porque praticamente nos
tornamos parte da rotina apresentada.
1º Na Escuridão
A diretora Agineszka Holland,
responsável pelo icônico “Europa Europa”, revisita o tema de sobreviventes do
holocausto com a história de Leopold Socha, um trabalhador de esgoto que ajudou
a esconder judeus no subsolo da cidade. Diferente de filmes norte-americanos que
mostram as vítimas como pessoas boazinhas, Holland não faz média com a sociedade. Os judeus em “Na
Escuridão” são quase odiáveis. Uns desonestos, outros depravados, mal educados,
há de todo o tipo. Também o salvador da pátria está longe de ser um herói
perfeito, pelo contrário, é interesseiro e chantagista.
Longe de maniqueísmo, o roteiro
explicita o que o ser humano tem de mais humano: a contradição. O que faz
alguém com desvio de caráter ajudar pessoas aparentemente ainda mais
desprezíveis? É uma sacada genial da diretora ir pelo caminho de mostrar que
devemos ser contra a matança independente de gostar ou não das outras pessoas.
Mas não é só pela reflexão que o filme ganha
fôlego. “Na Escuridão” prende, literalmente, do começo ao fim. Assim como os
personagens são obrigados a passarem anos dentro do esgoto, também nos vemos
obrigados a suportar a claustrofobia e a imundice imposta pela câmera da diretora.
A história dos “judeus de Socha” é tão
surreal, que só tive certeza de que era baseada em fatos durante os créditos
finais. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores do gênero.







