sábado, 14 de dezembro de 2013

Relato de Viagem – Suiça – Neuchâtel, Gruyères e Montreux

Após, rapidamente, conhecer Genebra fui para Neuchâtel, lugar onde minha anfitriã Maria Helena mora. Neuchâtel é uma cidade milenar. Não faz muito tempo que foi comemorado o seu aniversário de mil anos. A cidade é pequena e parece de brinquedo, assim como a maioria dos lugares na Suíça. Tudo muito organizado e limpo. A casa de Maria Helena fica de frente para o maior lago genuinamente suíço. Então a vista é de tirar o fôlego. Já pensou ter uma sala com esta paisagem da foto abaixo?


Fui com ela conhecer a cidade e um dia é mais do que suficiente. O clima estava especialmente agradável, em torno de 19 graus. Para quem for a Neuchâtel não deixe de conhecer a prefeitura, de onde você terá uma vista sensacional. Repare também nas muitas estátuas que há no meio da rua com seus detalhes em ouro. Neuchâtel é tão bem cuidada que embora não haja famosos pontos turísticos, tudo é muito bonito. O que não falta é lugar para tirar fotos. 

A cidade.
Relógio e estátua.
Há uma feira de frutas com restaurantes em volta que formam um ótimo ambiente para comer alguma coisa. As casas são um capítulo à parte e se estiver com carro, você pode subir a serra de onde terá uma visão privilegiada dos Alpes Suíços, isto é, caso não haja neblina.


Melancias gigantes da feira.

Estrada para o alto da serra.

Visão dos Alpes Suíços.

Nas minhas andanças com Maria Helena por Neuchâtel compramos os ingredientes para fazer uma sopa tipicamente baiana. Pelo valor das compras, percebi que realmente o custo de vida na Suíça é um dos mais altos da Europa. Mas o que importa é que a sopa ficou uma delícia, ainda mais com aquele friozinho. A sobrinha de Maria Helena, nascida e criada na Suíça, aprovou minha especialidade: sopa apimentada.

Sopa aprovada.
Maria Helena e seu marido me levaram para conhecer outras cidades. E como tudo é perto, mesmo que não esteja com carro, pode fazer o trajeto de trem. Para quem não sabe, a suíça tem uma frota ferroviária impecável. Pena que o preço não seja dos melhores.

A primeira parada foi a cidade de Gruyères. Mais do que pequena é minúscula. Só tem uma rua, no entanto, possui um castelo que merece ser visitado. Além do mais, a cidade é famosa pelo seu queijo. Acolhedora, encantadora e inspiradora, é assim que Gryuères pode ser descrita.

Única rua de Gruyères.
 
Igreja de Gruyères e paisagem.
Eu, Maria Helena e seu marido Olivier.
A entrada no castelo custa 10 francos e vale cada centavo. Embora não seja um palácio tão vultuoso como os que vi em Portugal, na Itália e na Alemanha, o lugar se destaca pelos ambientes que parecem ter vida. Todos os móveis são expostos sem muita frescura. É possível chegar perto, analisar e até interagir.

Foto do castelo de Gruyères roubada do Google.

Sala de jantar.

Sala da caça.

De dentro do castelo.

Mais a grande atração do castelo fica por conta de seu jardim que é de estarrecer. A impressão que tive olhando para o jardim é de que se tratava de uma pintura, pois as cores juntamente com o horizonte formam um conjunto bastante poético.

Jardim.

Impressionante.

Antes de ir embora de Gruyères, você não pode deixar de passar no Restaurante Gótico. É impressionante. Desde o formato das cadeiras, da parede e até do teto, tudo faz lembrar os filme de ficção científica. Comi uma pizza de frango que custou 8 francos. O gosto é bom, embora o formato seja bem diferente do que estamos acostumados.


Foto oficial do restaurante gótico.

Arte nas paredes de bebês mortos.
 
Pizza.
Deixando a medieval cidade, fomos até Montreux que fica em torno de 20 minutos. Tudo muito perto. Montreux é mais conhecida pelo festival de música que acontece todos os anos no verão. O lugar então se enche de turistas e os nativos saem de casa para celebrar o sol. Mesmo em torno de 19 graus e com o tempo indeciso, os suiços fazem a festa.

Crianças se banhando nas fontes.

Tudo em Montreux lembra música. Há desenhos de notas musicais nos lindos jardins com peças recicláveis, como por exemplo: carro velho, bicicletas e até sanitários.



  
Algo que achei interessante é que o lago que banha a cidade parece uma praia, a qual é cercada de montanhas e nestas montanhas, em pleno verão, pode-se ver neve nos picos. Dessa forma, fica uma mistura visual de praia, montanha e neve. O cenário é tão bonito que um dos atrativos turísticos é passear de barco pelo lago.

Lago, montanhas e neve.

No último post sobre a Suiça, darei dicas sobre Berna, a capital, e sobre Lucerne, cidades em que fui de trem e sozinho. Também falarei sobre os chocolates suíços. É cada um melhor que o outro. Até lá.

Mansão em Neuchâtel.

1 comentários:

  1. obg pelas dicas é sempre util para quem quer visitar a suiça

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