
Para quem mora em São Paulo, ou está apenas de visita, é sempre bom pesquisar sobre as exposições da temporada.
Há alguns meses atrás, houve a mostra da série “Games of Thrones” no JK Shopping
(pena que poucos conseguiram ingresso); e atualmente, a exposição da vez é
sobre a vida e obra do cineasta Stanley Krubick que fica em cartaz na cidade
até o dia 12 de janeiro de 2004.
Realizada
aqui no Brasil pelo MIS (Museu de Imagem e Som), o ingresso custa 10 reais,
sendo que às terças-feiras, a entrada é franca. Lembrando que os horários variam
de acordo o dia e que nas segundas-feiras não há atividades.
O
MIS fica na Avenida Europa 158. Um modo fácil de chegar até lá é descendo no
Metrô Consolação e pegar - no primeiro ponto da rua Augusta (lado Bela Vista) -
o ônibus 107T-10 ou o 908T-10. São apenas 8 paradas de distância.
A
curadoria do museu fez um trabalho de excelência. Até mesmo a viúva de Krubick
elogiou dizendo que a mostra brasileira foi a mais rica , pois não somente
expôs os objetos, como também recriou um cenário lúdico sobre cada produção.
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| Cadeira usada pelo diretor. |
Após
uma antessala com informações gerais sobre Stanley, chegamos ao cenário do
filme “Barry Lyndon”. Os principais objetos desta parte são os figurinos de época
da película e uma câmera utilizada pelo diretor. No espaço montado pela
curadoria, foram colados castiçais para lembrar as cenas de “Barry Lyndon” que
foram gravadas sem iluminação artificial, isto é, Stanley usou apenas a luz
natural das velas, o que impossibilitava que os atores se mexessem.
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| Claquete. |
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| Câmera especial. |
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| Figurinos de "Barry Lyndon". |
A
próxima sessão foi sobre o filme “O Iluminado”, do qual já classifiquei aqui no blog como um dos melhores suspenses. Para fazer o visitante se sentir parte da
película, o ambiente foi decorado com o mesmo papel de parede do hotel de Jack
Torrence, e como música de fundo foi colocada a angustiante trilha sonora. Nesse
clima, e impossível não se arrepiar ao ver objetos como o machado usado por para
quebrar a porta, a máquina de datilografar e a faca usada por Wendy para se
defender. Há também a maquete do gramado labiríntico, onde ocorre a sequência
final.
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| Claquete de "O Iluminado". |
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| Livro de Stephen King que deu origem ao filme, grifado por Stanley. |
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| "We all shine on, like the moon and the stars and the sun." |
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| A faca. |
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| O machado. |
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| Projeção do filme. |
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| Maquete do labirinto. |
Num
espaço bem menor, “Lolita” é homenageada. O papel de parede remete ao quarto da
personagem título e o filme é projetado numa estrutura de óculos em coração,
como o usado por Lolita. Digamos que esta seja a parte feminina da exposição.
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| Projeção do filme "Lolita". |
Num
cenário moderno, os fãs de ficção-científica, mas precisamente, do filme “2001:
Uma Odisséia no Espaço” vão ficar de boca aberta. Para muitos, este é o ponto ápice
da mostra. Além do figurino original do macaco e do astronauta, está exposto
também o Oscar de Melhor Efeitos Visuais que Stanley ganhou pela produção futurista.
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| Oscar de Efeitos Visuais. |
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| A roupa do macaco. |
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| Figurino: roupa do astronauta e mochila futurística. |
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| Feto. |
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| A exposição de "2001: Uma Odisséia no Espaço. |
O
primeiro “Spartacus” também está representado. Além de expostas algumas fotos
de bastidores, a roupa original do imperador pode ser vista pelos visitantes,
tal como os roteiro original do filme.
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| Figurino de "Spartacus". |
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| Macking-of. |
A
produção mais conhecida de Stanley é “Laranja Mecânica”. Desse modo, não é de
se admirar que a exposição tenha dado mais destaque a esta sessão. Tão bizarra
quanto o próprio filme, a mostra traz as icônicas esculturas eróticas que fizeram
parte da direção de arte. Há um manequim com o figurino original usado por
Malcolm McDowell e logo na entrada há uma pilha de televisores exibindo as
fortes cenas do filme, uma espécie de diálogo com a sequência em que Alex é
obrigado a assistir às atrocidades do mundo.
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| Claquete de "Laranja Mecânica". |
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| Disco de Ouro da trilha sonora do filme. |
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| Escultura 1. |
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| Escultura 2. |
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| Figurino de Alex. |
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| Televisores. |
Talvez
seja “Nascido para Matar” o filme menos esquisito de Krubick. Pelo menos no que
diz respeito à gramática cinematográfica, já que por se tratar de guerra e por
ter uma proposta mais realista, o diretor não usou de grandes experimentações.
Entre os principais objetos expostos nessa sessão está o capacete original de
Joker e o roteiro. Há também camas militares iguais as que aparecem na primeira
parte do filme. Os visitantes podem deitar nas camas e assistir trechos do
filme por um televisor que está acoplado.
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| Capacete. |
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| Camas do exército. |
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| Roteiro. |
Nada
mais sugestivo que fechar a exposição com o filme “De Olhos bem Fechados”. As
máscaras usadas na orgia elitizada são os principais atrativos desta sessão.
Algo que achei bastante curioso, é que o guardanapo no qual foi escrito a senha
“Fidelio”, está exposto.
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| "De Olhos bem Fechados". |
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| Máscara usada por Tom Cruise. |
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| O guardanapo. |
Stanley
Krubick não era um diretor de seguir as normas, pelo contrário, ele gostava de
transgredir a linguagem cinematográfica, e foi por meio destas transgressões,
que ele executou filmes que à primeira vista podem parecer malucos. Mas há
sentido em meio há tanta maluquice. Lembro de quase desistir de ver “Laranja
Mecânica”, pois de início achei apelativo, incomodamente gratuito. No entanto,
após analisar, percebi que o estilo de Krubick requer espectadores dispostos a
configurar as lentes para entender o que ele quer dizer.
Esta
exposição ajuda a compreender sua genialidade.
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| Troféu Leão de Ouro. |