Quem viaja sempre tem história para contar e é por isso que está começando mais um "Entrevista na Alfândega" para ouvirmos experiências alheias que ajudam, inspiram e nos dão um poucos de inveja.
Como o inverno está
chegando no Hemisfério Norte, o nosso convidado desse mês irá nos contar sobre
uma viagem que fez à Holanda numa época em que a cerveja não precisava estar na
geladeira para ficar estupidamente gelada.
De Divinópolis para o
mundo, André Morato é um mineiro de quase 25 anos, design gráfico, colunista de
uma revista de entretenimento, fotógrafo nas horas vagas e blogueiro em período
transcendental. Em seu blog Meu Destino, além de relatar suas viagens ao
exterior, também fala sobre várias cidades brasileiras, incluindo as do
interior de seu Estado, um roteiro que ele batizou de “Nos Caminhos de Minas”.
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| André Morato em Volendam. |
Uzi
Por Aí: Pois muito que bem, André. Antes de tudo, obrigado
por ter aceitado meu convite em colaborar com este projeto de entrevistas e também
pelo seu tempo disponibilizado, afinal, você tem muita coisa para fazer. Então
vamos começar... Entre seus relatos de viagens, há muita cidades de interior,
tanto do Brasil quanto da Europa. Você é um cara que gosta de explorar o
interior ou isso é pura coincidência?
André
Morato: Eu sou um cara que gosta de explorar as cidades do
interior pela simplicidade das pessoas, pela receptividade dos moradores que na
maioria das vezes é muito boa e pela tranquilidade do local.
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| Ouro Preto - MG. |
UPA:
Você fez uma viagem à Europa em pleno inverno. Tudo nevado, congelado... Como
foi essa experiência? Você tem alguma dica de como resistir ao frio europeu sem
ter que abarrotar a mala de agasalho?
AM:
Foi uma experiência incrível e única já que aqui no Brasil é muito raro nevar. É
claro que a Europa na primavera e verão é bem mais bonita, mas vale muito a
pena ter uma experiência com neve. Acredito que a única maneira de se proteger
do frio é se agasalhando bastante. Se houver alguma maneira mais fácil me avise
que eu também quero saber. (Risos).
UPA:
Bom, eu já ouvi falar que uma combinação de segunda pele com casaco é o
suficiente para enfrentar baixas temperaturas, mas eu não tenho certeza, achei
que você fosse saber melhor. (Risos). Mas continuando... Você foi à três
cidades do interior da Holanda. E eu pergunto: Amsterdã não foi o suficiente
para preencher o período da estadia ou você deixou de conhecer coisas da
capital para fazer essas três cidades? Quantos dias você acha que é preciso
ficar em Amsterdã para conhecer o principal?
AM:
A grande maioria dos turistas que conheço e foram a Amsterdã não ficaram mais
que 3 dias. Eu fiquei 2 dias passeando por Amsterdã e 1 dia conhecendo as
cidades Marken, Volendam e Delft. Saber se esse tempo é o
suficiente depende do que cada um tem vontade de conhecer. Para mim esse tempo
foi o suficiente tendo em vista uma parte do roteiro planejado dava para fazer
a noite.
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| Canais de Amsterdã. |
UPA:
Delft, uma das cidades que você chegou a ir, é pequena e fica a 60 km de
Amsterdã... Vale realmente a pena? O que você diria para convencer alguém a
conhecer Delft?
AM:
Vale muito a pena conhecer Delft e em apenas 1 dias você consegue visitar o principal.
A cidade é pequena e as atrações são bem próximas uma da outra, agilizando a
visita. Delft possui vários e belos canais que são uma atração à parte. Possui
2 igrejas famosas que merecem ser visitadas: a Nieuwe Kerk (Igreja nova) e a
Oude Kerk (igreja velha).
O título do post lá no
meu blog sobre Delft é “A encantadora cidade de Delft” pois a cidade lembra
muito aqueles cenários de filmes, inclusive o filme “Moça com brinco de pérola”
foi gravado em Delft.
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| Câmera Municipal de Delft. |
UPA:
As outras cidades, Marken e Volendam, são praticamente vizinhas e estão mais
próximas da capital. O que é que difere uma da outra?
AM:
As duas cidades são lindas e tem aquelas casinhas coloridas que são típicas na
Holanda. Volendam tem mais lojas de souvenirs, bares e restaurantes do que
Marken e fica as margens do maior lago da Holanda. Em Volendam, eu tive a
experiência de caminhar sobre o mar congelado, uma coisa impressionante.
Volendam possui 20 mil habitantes.
Enquanto isso, Marken
ainda é um pequeno vilarejo. A minha visão sobre as duas cidades é que Volendam
é um pouco mais preparada para o turismo que Marken. Em um dia eu consegui
visitar as duas cidades e consegui bons preços comprando roupas em Volendam.
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| Em Marken. |
UPA:
Voltando ao Brasil, você tem um projeto chamado “Nos Caminhos de Minas”. Eu
queria que você explicasse do que se trata e dissesse como surgiu a ideia de
criar isso.
AM:
Todo ano no mês de outubro eu tiro uma semana de folga para alguma viagem. Este
ano porém não havia comprado passagem aérea para lugar nenhum e decidi pegar
meu carro e cair na estrada aqui por Minas Gerais.
Quando acessava meu
blog e via apenas 2 cidades mineiras com post no blog eu disse que isso teria
que mudar. O estado onde eu moro tem muita coisa legal pra fazer e não tenho
quase nada de Minas no blog. Resolvi criar um roteiro pra cair na estrada.
Quando fui pesquisar locais para eu poder ir pra conhecer nesta viagem, vi
vários lugares que jamais havia ouvido falar e que pareciam muito bons. Neste
momento resolvi que iria criar um projeto para divulgar o turismo de Minas
Gerais para o Brasil e o mundo através de publicações no blog. Coloquei tudo no
papel, corri atrás de alguns apoiadores e o projeto foi um sucesso. Em breve
iremos sair para o segundo roteiro do projeto a ser definido.
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| Tiradentes. |
UPA:
Que avaliação você faz da estrutura do turismo no Brasil?
AM:
Acho que tem muito lugar bem estruturado para turismo no Brasil e não é
divulgado. Quer um exemplo? João Pessoa. A cidade é fantástica, linda,
agradável, os moradores recebem muito bem os turistas, tem praias lindas. Eu
fiquei encantado com a cidade, porém quase não ouço falar de João Pessoa.
Acho que estamos bem
atrasados no quesito mobilidade urbana. Basta você utilizar estes serviços em
outro país e irá sentir a diferença. A copa do mundo está aí e até agora só vi
estádios, estádios, estádios. A melhoria dos transportes públicos, aeroportos e
infra estrutura ficou em segundo plano.
UPA:
Você foi à Europa com amigos. Que tipo de companheiro de viagem você é? Você
viaja com qualquer amigo ou têm certos perfis que você não aceita viajar junto?
AM:
Eu costumo ser o “líder”. Sou eu quem organiza, que define horários, que acorda
primeiro no hotel para “puxar a fila”. Não sou estressado, sou apenas correto.
Se eu marquei pra sair 8:00, deu 8:05 e está atrasado, eu fico no pé. Não gosto
de viajar com pessoas que não tem espírito de grupo e nem pessoas desanimadas.
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| Amsterdã. |
UPA:
Qual foi a experiência ou o momento mais emocionante que você passou em uma de
suas viagens?
AM:
Acho que foi em 2011 quando fui pra Natal-RN, pois nessa viagem eu consegui
levar todo mundo lá de casa, fato inédito até hoje.
Agora em outubro, me
emocionei bastante quando fui conhecer uma das igrejas em Mariana no dia 12 de
outubro e colocaram um som na porta da igreja com a música “Nossa Senhora”. O
mais bacana de tudo é que de longe dava pra ouvir o som. Quando cheguei perto,
fiquei olhando pra igreja e passou aquele filme na cabeça, aí desabei!
Bate-volta,
Jogo-rápido
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| Em Paris. |
Minas
Gerais: Amo esse estado, amo esses “minerim”, amo pão de
queijo.
Antônio
Anastácia: Não gosto do PSDB.
Sinal
da Tim: Aguarde na linha que já ire.... (caiu a ligação).
Ex-namorada:
Que
prevaleça a amizade.
Praia
ou neve? Gosto dos dois, mas praia é meu sobrenome.
Holanda ou Bélgica? Me encantei com a Bélgica.
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| Parque Itacolomi - MG. |
É
divino: A minha vontade de viajar!
É
difícil: O Brasil mudar.
Dois
pontos turísticos que te impactaram: Praia do Forno em
Arraial do Cabo. É tanta beleza que dói a vista. Torre Eiffel. Um lugar que
todo mundo tem vontade de ir e tive esse prazer.
E
para terminar, para onde levaria a pessoa que mais ama no mundo? Talvez
para Austrália. Acho o país fantástico, lindo e cheio de oportunidades.
Uzi
por Aí: A Austrália deve ser realmente incrível. Vi um
episódio daquele programa da Band “O Mundo Segundo os Brasileiro” em que
mostrava como é a vida em Sydney e fiquei até com vontade de me mudar para lá,
pois é a definição do que é o primeiro mundo.
O que eu admiro é que
você não se deixa levar somente por lugares extremamente turísticos, mas também
busca conhecer lugares pequenos e desconhecidos, provando ter o espírito do
verdadeiro explorador, que é aquele que ousa navegar por mares nunca antes navegados.
Espero que você encontre novas pérolas turísticas por aí e que continue esse
seu bom trabalho de divulgação. Mais uma vez, obrigado por sua participação.
E no mês que vem, não
perca o “Entrevista na Alfândega” especial de fim de ano. Se gostou, curta,
compartilhe, comente, viaje e aproveite. Ciao!
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| André Morato explorando Delt. |


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Olá Uziel,
ResponderExcluirPesquisando sobre Salamanca, encontrei o seu blog.
Excelentes relatos sobre a cidade. Além da felicidade de encontrar um brasileiro participando de encontros internacionais. Parabéns!!!
Estou planejando fazer um curso de espanhol, em maio..tudo indica que farei em Salamanca.Gostei das dicas.
Seguindo o blog.
Um abraço.
Ana Silvia Mota
Obrigado, Ana. Sugiro que você dê uma olhada no post sobre Sevilla, pois lá eu fiz um curso de espanhol pela Escola Enforex e dou algumas dicas também. Tendo alguma dúvida, é só perguntar. Abraços.
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