O
mochileiro Maurício Campello disse em entrevista aqui no blog que Milão foi o
lugar que mais lhe decepcionou, apesar do aviso, não pude deixar de passar por
lá, pois devido à quantidade de aeroportos e a geografia central, Milão é ponto
de partida para vários lugares. Seria exatamente de lá, que eu tomaria meu voo
para Madrid para depois seguir à Salamanca, onde me apresentaria num congresso
sobre cinema e literatura.
Explicado
o motivo de minha ida à Milão, começo aqui um breve relato de minha passagem
pela terra da moda. Acordei cedo em Florença e peguei o trem que levaria duas
horas até chegar à Estação Central de Milão. A viagem de trem foi agradável,
ofereceram champanhe, refrigerantes, entre outras bebidas. Exagerando na água,
pois minha garganta estava irritada, cheguei à estação com uma vontade
incontrolável de ir ao banheiro, porém a estação era muito grande, então
preferi ir logo em busca da minha hospedagem, a qual ficava a menos de 300
metros. O problema foi só me encontrar na estação.
Jácontei num post especial como foi o lugar que me hospedei em Milão. Tratou-se de uma mansão com diária barata que consegui através do site Airbnb. Assim que cheguei ao local,
fui direto para o banheiro, em seguida, o empregado marroquino me deu a chave
do meu quarto, guardei minha mala, peguei um mapa e sem perder tempo sai para
explorar a cidade.
O
metrô de Milão é um pouco mais caro do que o de Roma, no entanto, é bem mais
limpo. Após quatro estações desde a Centrale, cheguei ao Duomo, principal ponto
turístico da cidade. Assim que sai da estação, já dei de cara com a catedral de
arquitetura exótica. Embora realmente seja muito bonita, confesso que ao vivo
não a achei tão imponente quanto parece ser nas fotos. Pareceu-me bem menor que
nas fotografias. Em todo o caso, fiquei ali admirando por um tempo. Sentei em
um restaurante que ficava de frente e pedi uma pizza que custava 12 euros.
Infelizmente, o atendimento do tal restaurante foi tão ruim, que acabei
desistindo e fui comer num outro que estava menos cheio e por tanto, a atenção
era um pouco melhor. Logo percebi o que os próprios italianos falavam sobre os
milaneses: eles são blasé.
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| Duomo. |
Após
comer a pizza, fui até o bazar que fica ao lado da catedral. É uma espécie de
shopping para milionários, com as marcas mais caras e conhecidas do mundo. É um bom lugar para dar uma volta, porém é
impossível não se senti um peixe fora d’água quando o seu interesse não tem
nada a ver com moda e nem com o espírito consumista.
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| Galleria Vittorio Emanuele II. |
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| Loja Swarovski. |
Deixando
a parte do Duomo, segui pelo centro turístico e me surpreendi com a limpeza do
lugar. De todas as cidades da Itália, com certeza, Milão foi a mais limpa. É
bastante agradável andar pelo centro turístico-comercial. Há muitos
restaurantes, lojas interessantes, tudo muito organizado, mas nada que valha a
pena para quem está sozinho e quer passar um tempo entretido.
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| Via Dante. |
Ao
fim da principal rua turística, você dará de cara com o Castello Sforzesco, o
qual achei até mais movimentado que o Duomo. Gostei de andar pelo castelo, há
uma parte em que os nativos tomam banho dentro de uma fonte. É um bom lugar
para passar algum tempo. Ainda mais que assim que você atravessa o castelo,
chega-se ao Parco Sempione, uma espécie de Ibirapuera, com a diferença de – em
minha opinião – ser mais bonito. O parque é muito florido, limpo, ótimo para
fazer picnic ou passar uma tarde lendo um livro, além de ser repleto de artistas
mostrando seus mais diferentes talentos.
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| Fonte do Castelo. |
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| Castello Sforzesco |
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| Parco Sempione |
Olhando
no mapa em busca de mais atrações, vi que só faltava um cemitério, porém estava
meio longe e isto eu poderia deixar para o dia seguinte, já que passaria dois
dias lá. Também tinha a opção de ver o quadro da Última Ceia, de Leonardo Da
Vicci, que fica na galeria Cenacolo Vinciano, porém para isto teria que comprar
online, coisa que não fiz e certamente já não haveria ingresso disponível, ou
reservar pelo telefone 00
39 02 92800360 (há atendimento
em inglês). Mas para falar a verdade, não estava tão a fim de me deslocar para
ver o quadro, talvez a “Moda Tédio” de Milão tenha me deixado com preguiça.
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| Arte no Parco Sempione. |
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| Ruas de Milão. |
Resolvi
voltar para a casa na hora do pôr-do-sol, pois já não tinha mais o que ver.
Para a minha surpresa, já não estava ninguém na mansão. O dono tinha viajado, o
empregado ido embora e os outros hóspedes haviam feito o checkout, resultado:
dormiria sozinho por dois dias numa mansão em Milão. O tédio prometia mais do
que nunca. Decidi então fazer algo que não estava nos meus planos, ir à Veneza.
Como a Estação Central era vizinha, fui até lá e comprei uma passagem de ida e
volta para o dia seguinte. Assim, dormiria cedo e logo pela manhã, para não
morrer de tédio em Milão, conheceria Veneza, a qual não estava até então no
roteiro.
Resumo
da ópera: Milão realmente não é a melhor cidade para se ir caso esteja sozinho
e se moda/consumismo não seja seu forte, no entanto, é uma cidade que vale
passar uma manhã e uma tarde, e de mais a mais, há opções de ir para todos os
lados a partir de lá. No trem vindo de Veneza, por exemplo, conheci Florencia,
uma moça mexicana que estava hospedada em Milão com sua mãe, e todos os dias ia
para alguma cidade saindo de lá, já que Roma, Florença e Veneza, cada uma fica
em média duas horas, dando assim para conhecer as principais cidades da Itália
como bate-volta.
No
próximo post, contarei sobre meu dia em Veneza e termino este dando a dica para
quem chegará em Milão pelo aeroporto de Bergamo, ou vice-versa. Ao contrário do
aeroporto de Malpensa, que tem ligação direta com a estação de trem, o
aeroporto de Bergamo não possui a opção do trem, porém há um ônibus que pela
bagatela de 5 euros, você é deixado na estação central. O percurso gira em
torno de 40 minutos, deixarei o site a quem possa interessar, o qual também
serve para os aeroportos secundários de Londres e de Roma: http://www.terravision.eu.
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| Arco de Milão. |

















mto bom o blog
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