sábado, 7 de setembro de 2013

Relato de Viagem – Itália – Florença e Pisa: Sob o Sol da Toscana


Depois de alguns dias em Roma, onde também aproveitei para conhecer o Vaticano, chegou a hora de pegar um trem e ir direto para Florença. Mais para frente farei um post especial dando dicas e explicando como funciona o sistema de trens na Itália. Através do site Airbnb, consegui uma hospedagem confortável e razoavelmente barata a 300 metros da estação Santa Maria Novella, a principal da cidade. Para saber mais sobre esta hospedagem, clique aqui e veja o post no qual explico mais detalhadamente.

Fazia um calor tão insuportável, que com a mudança abrupta de tempo, minha garganta logo começou a doer. Para a minha sorte, achei o endereço da pensão muito rápido e mesmo com a garganta irritada não pude deixar de ligar o ar condicionado no último volume. Após me refrescar, peguei o mapa dado pela dona da casa e fui conhecer Florença.

Caminhei pela feira que há na rua do mercado central. Não comprei nada, mas não achei os preços de lá tão caros como disseram. E para quem gosta de experimentar comida nativa ou exótica, o mercado tem boas opções de restaurante e lanchonetes. 

Feira de Florença.
Presuntos do Mercadão.
Continuei andando e avistei uma farmácia, entrei pela entrada lateral, comprei um spray e quando fui saindo pela a porta principal, levei um susto, lá estava o onipotente Duomo. Pelas fotos não parecia ser tão bonito e gigantesco. É uma construção monstruosa, a qual você precisa de tempo para que sua visão acredite que não é uma miragem. Pode parecer exagero, porém é certo, quanto mais eu olhava mais eu ficava impressionado.

O Duomo.



Para subir a cúpula do Duomo, é preciso pagar algo em torno de 10 euros. Eu não subi porque além da subida ser bastante difícil, pela geografia apertada e claustrofóbica, o calor estava demais, o que resultaria em surto dostoievskiano. Segui caminhando pelas ruas e me deixei me perder. Como a cidade é pequena, mais cedo ou mais tarde você se acha. Comi uma pizza de atum num restaurante ao lado do Palazzo Vecchio e o fiquei contemplando.

Palazzo Vecchio.

Sol no Palazzo.
Em seguida, fiquei deslumbrado com a Ponte Vecchia, esta também é muito mais bonita ao vivo do que nas fotos. E eu que sempre achei que as casinhas da ponte fossem casas de nativos, fiquei surpreso ao ver que todas as casas da ponte viraram joalherias com preços bastante elevados. Para quem tem dinheiro mesmo. 

Paisagem para relaxar.


Ponte Vecchia.
Achei Florença tão bonita que não conseguia parar de caminhar. Queria ver tudo. Passei pelas interessantes ruas estreitas, por construções antigas e subi o monte de onde é possível ter uma visão panorâmica da cidade e de onde figura a cópia da estátua de Davi de Michelangelo.

Cópia de Davi.
Após gastar um dia apenas para conhecer a cidade, no dia seguinte acordei cedo e fui para a estação de trem comprar minha passagem com destino a Pisa. A logística é muito simples. Não é preciso que você pegue fila nos caixas das empresas ferroviárias, até porque, o atendimento deles é algo para ser evitado. Como Pisa faz parte da linha regional, basta você ir até as máquinas que ficam no meio da estação, escolher o idioma (não tem português, mas tem espanhol) e comprar a passagem com destino pretendido. Para Pisa desde Florença são 7,50 euros. Para facilitar, é bom já comprar a volta também. Pois diferente do que eu pensei, não dá para ir e voltar com a mesma passagem.

A viagem durou uma hora e meia para chegar na estação de Pisa, a qual fica afastada da torre inclinada, principal atração da cidade, para não dizer única. Desta forma, assim que você sair do trem, é preciso passar na tabacaria que tem ao lado e comprar seu ticket de ônibus para a torre. Custa €1,10. Também é aconselhável comprar já o ticket de volta, pois apesar de o bilhete valer por 70 minutos após seu uso, é muito difícil que você passe menos tempo do que esse na torre. O ônibus estará esperando os turistas logo em frente a estação, se não me falha a memória, o número do bus é o 91.

Com muita antipatia, o motorista vai gritar avisando aos turistas que chegou à torre. A entrada no parque arquitetônico é de graça, mas para entrar e subir a torre, o preço é de 15 euros, 17 se você comprar pelo site, o que é bom fazer, pois evita de pegar fila. E as filas na Itália são bem longas. Fiquei por ali explorando o lugar, tirei a típica foto segurando a torre e entrei na catedral, a qual a entrada é de graça, porém é preciso pegar o ingresso na bilheteria.

Para quem está em família, ou com qualquer outra companhia, o lugar é bastante agradável, pois é possível fazer picnic, andar de charrete, entre outras atividades amenas. Porém, para quem está sozinho, como é o caso da maioria dos mochileiros, Pisa é um lugarum tanto quanto tedioso. Mais de trêes horas e já dá para enlouquecer. Há não ser que você seja um arquiteto aficcionado, um historiador xiita ou algo do tipo. Não quero dizer com isto, que não vela a pena conhecer Pisa. Sim, vale muito a pena. Mas não vá pensando que será algo incrível e fora do comum. Diferente do Duomo de Florença, a Torre de Pisa ao vivo não é tão interessante quanto nas fotos. Embora tenha lá seu charme.

Vista do Parque.
Dentro do Duomo de Pisa.

Turistas fazendo pose para a foto clássica com a torre.
Na volta para a estação, não encontrei nenhuma tabacaria para comprar o ticket e o meu provavelmente já tinha perdido a validade. Outra vez lá fui eu arriscar a sorte. Entrei no ônibus sem ter o bilhete, o que pode resultar em multa, caso o fiscal apareça. Não gosto de utilizar nenhum serviço sem pagar, porém a desorganização da Itália não deixa outras opções para quem é turista e não conhece os lugares de compra.

De volta à Florença chegou o dia de conhecer a Galeria Uffizi, a qual também é recomendável comprar a entrada pela internet. Pois a fila costuma ser quilométrica. Fiz a compra pelo site que pelas minhas pesquisas cobra a taxa mais barata: http://www.b-ticket.com/b-ticket/uffizi/. A inteira custa 15 euros e somente menores de 18 anos e cidadãos europeus podem pagar meia. 

Galeria Uffizi, vizinha ao Palazzo Vecchio.
Teto com cristais.
O quadro: "O Nascimento da Vênus".

A galeria é de fato muito bonita, além de ser um parque de diversões para quem entende de arte renascentista, o que não é o meu caso. Mesmo assim, gostei. De dentro do museu, tem-se uma vista privilegiada da Ponte Vecchio e também do Palazzo Vecchio. Para quem procura comprar uma lembrancinha de qualidade de Florença, a galeria possui uma lojinha com produtos realmente interessantes. 

Igreja em Florença.
Antes que perguntem, não entrei na Galeria da Academia para ver o Davi de Michelangelo original, pois achei que o custo-benefício não me era favorável, afinal, minha viagem pela Europa só estava começando e não poderia gastar tudo em um único país, ainda mais num museu em que a entrada se paga apenas por uma obra de arte. Sem desmerecer o tal do Michelangelo. 

Segundo minha amiga da Suiça, a qual passou alguns meses morando lá, a cidade causa algo chamado de Síndrome de Florença, um nervosismo que abate os turistas que querem dar conta de ver todas as artes que a cidade possui.

Doces.
Palácios.

Girassóis.

Minha dica é que mais do que entrar em museus, importe-se em caminhar por cada canto da cidade. Fiz isto e a experiência foi incrível. Florença é linda, diferente, inspiradora, provocante. Possivelmente uma das cidades mais bonita que conheço. E para ajudar, os nativos são mais simpáticos do que os romanos. Mesmo sob o forte sol da Toscana, Florença não perde seu encanto.

Florença vista do monte.

1 comentários:

  1. Show ! Nada mais gratificante que viajar e Conhecer novas Culturas !

    http://www.lugarcertoimoveis.com.br

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