O transporte público em Curitiba é muito bom para os moradores, mas não é tão bom para os turistas. Devido à linha de ônibus turístico que custa 25 reais e dá direito a cinco paradas entre os cerca de 16 pontos, os famosos tubos atende aos bairros distantes e não aos pontos turísticos. Dessa forma, o viajante tem que decidir entre se hospedar no bairro Batel - lugar bonito, mas sem muita opção de transporte para os cartões postais - ou no Centro, onde há vários pontos próximos, locomoção mais fácil, porém inseguro à noite, feio e sujo.
Assim que cheguei ao aeroporto que fica a 20 km da cidade, tentei ir de coletivo até o centro, mas a cobradora disse que o Ligeirinho (ônibus que custa 10 reais) me deixaria mais próximo do hotel, assim tomei o tal Ligeirinho que fica logo na saída do desembarque. No primeiro dia conheci a pé tudo o que há para se conhecer no centro, tal como:
...o Paço da Liberdade que é bonito, apesar dos vários bares, bêbados e mendigos que cercam o prédio...
...a Catedral da Praça Tiradentes que não tem muita graça, algumas praças mal administradas; o parque Passeio Público, o qual tem bastante verde, aves e pontes, um lugar visualmente agradável, porém por incrível que pareça é o ponto de prostitutas idosas, isso mesmo, nunca vi tantas profissionais do sexo juntas, nem mesmo quando, certa vez, peguei um ônibus de Campinas para a Praia Grande. O que me impressionou foi a idade das prostitutas do parque e a abordagem sem vergonha, eram mulheres com mais de 45 anos, gordas e desarrumadas que ficavam piscando o olho para todo o mundo.
No dia seguinte, como não havia um modo mais barato de conhecer os parques distantes da cidade, peguei o ônibus de dois andares turístico. Os pontos que realmente valem a pena descer são poucos, a maioria pode ser visto de cima do ônibus.
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| Teatro Paiol visto do ônibus. |
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| Ópera de Arame. |
Cerca de 1,5 km da ópera do Arame, há o Parque Tanguá, resolvi ir andando, assim economizaria um ticcket do ônibus turístico. Apesar de ser perto, não aconselho uma mulher fazer o trajeto sozinha, pois não havia uma alma viva na rua e o parque está situado em bairro estranho, com ar perigoso. O Parque Tanguá não tem nada de especial, mas é simpático, há fontes de água e dá acesso a uma linda visão.
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| Parque Tanguá. |
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| Visão do alto de uma das torres do parque. |
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| Memorial Ucraniano. |
Tirei o dia seguinte para conhecer os dois pontos mais famosos da cidade. Do centro, peguei um coletivo que me deixou próximo ao Jardim Botânico, se não me engano a passagem custa R$ 2,10 e dia de domingo apensas 1 real. O palácio de vidro é bonito, mas já tinha visto o original de "Madrid (Clique aqui para ler)", então não me surpreendeu, embora por dentro o de Curitiba seja mais interessante. O que me decepcionou foi que tirando o palácio de vidro, o Jardim Botânico não tem nenhuma outra atração, nem mesmo jardim. No máximo um tímido laguinho.
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| Jardim Botânico. |
A entrada inteira do museu custa 4 reais e a meia 2. Vale a pena, o museu é realmente grande. As exposições de Potty enche os olhos e a arquitetura de Niemayer é sempre surpreendente.
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| Torre do museu, conhecida como "O Olho". |
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| Exposição de Potty. |
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| Centro Histórico de Curitiba. |
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