Todos
nós queremos ser bem sucedidos, porém o que é preciso fazer para se chegar lá?
Nem sequer sabemos se o sol tem luz para todos. Ainda assim, passamos a vida
tentando ser alguém. Não um alguém qualquer, o que queremos é ser especial,
seja no amor, no dinheiro, ou em outra realização pessoal.
Há
dias felizes que nos faz pensar que tudo é possível. Às vezes, é uma inspiração
que chegou sem avisar. Risos compartilhados com amigos fazem parecer que é
fácil vencer. Beijos molhados dão a entender que o mundo também vai nos querer.
Só é preciso força de vontade, coragem e as coisas irão acontecer.
Seguimos
com esta ilusão até que a realidade nos obriga a acordar e vê que a barreira é
maior do que pensávamos. Seguramente, daremos nosso melhor. Mas e quando o nosso
melhor não é o suficiente? O que acontece quando não nascemos para ser o que
tanto almejamos? Desespero, frustração... Em último caso, conformação.
Quando
todas as tentativas se mostram em vão, a crise existencial se apresenta: para
quê eu nasci? De onde vim? E, principalmente, por que eu não consigo sair
daqui? Faltou beleza para ter aquela mulher, estudo para ser culto, faltou dinheiro
até para um bom Chevrolet. O sol do sucesso não brilha para todos.
Há
dias infelizes que torna todos os nossos sonhos patéticos. Críticas inesperadas
fazem parecer que não somos capazes. Erros dão a entender que tudo está
acabado. Fracassado. Sem contar ainda os muitos problemas que surgem em
sequência, um atrás do outro: briga, doença, conta... Desgraça nunca vem
sozinha. Filme triste que faz chorar.
Não
dá para realizar grandes feitos quando nos sentimos pequenos. Mas a boa notícia
é que o peso no estômago é passageiro. Outros dias, risos e beijos virão para
trazer aquela sensação de que o sucesso é possível. Novamente, sem se dar
conta, lá estamos nós buscando o sonho de ser alguém especial. Síndrome do
escolhido.
O concurso abriu, a igreja está aberta e a mega-sena acumulada.



