quarta-feira, 12 de junho de 2013

Crônica: Cuidado com o Dia dos Namorados


Dizem que foi pelo comércio que tudo começou. Assim sendo, parece justo que uma vez por ano os casais se prestem a uma troca imprestável de presentes. A namorada estoura o cartão sem culpa no coração, já o namorado, pelo menos os que não sofrem de romantismo agudo, procuram por algo que seja bom, bonito e barato. Se calhar da namorada possuir mais um B, o de boba, o presente lhe dado será “eu te amo” seguido de uma rosa tão artificial quanto a declaração.

Mas nada disso importa, afinal, é dia dos namorados. Dia de ter cuidado, principalmente, se você cometer o pecado de estar solteiro. Caso o namoro esteja ruim, engula os sapos e adie o término para o fim das férias. Se a paquera ainda não deslanchou, acelere o motor e engate os primeiros beijos antes que a data passe. Em situação de extrema solidão, esqueça o ridículo, assuma o desespero e saia pelas ruas procurando quem lhe queira.

Não basta 365 dias para demonstrar amor e ardor, é no dia dos namorados que você deve estar em número par. Exige-se beijos, abraços, carícias. As mulheres seguem à risca, porém, correm o risco de se decepcionar, tudo devido às expectativas.  Querem contar as amigas os detalhes de uma noite cheia de detalhes. Esquecem que o namorado não é uma mensagem pré-fabricada de um cartão romântico, o ser humano sai das bordas.

Mais sensíveis e fantasiosas que nunca, cabe ao sexo masculino ter cuidado com qualquer palavra que irá dizer, do contrário, o clima pode pesar. Não deboche, não provoque e não olhe para a mulher do próximo. Sendo atencioso, cuidado com a breguice.

Tomadas as devidas providências, o dia dos namorados pode ser cheio de prazer. Aproveite para amar, agarrar e não deixar passar a quem quer estar esse dia em sua companhia.
Já aos que até o final desta crônica ainda se encontram na solidão: cuidado com os filmes de Julia Robert na Sessão da Tarde. Ouça uma canção internacional da qual você não entende a letra, feche os olhos e use a imaginação. Caso sobreviva à experiência, talvez no ano que vem a fantasia se torne realidade.

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