Enganou-se quem pensa que somente Pedro Bial é capaz de fazer um texto profundo e confuso. A xícara de chá colocou todo o mundo para pensar, alguns para criticar e outros só ouviram falar. Querendo ou não, o “Big Brother Brasil” faz sim todos espiarem, não adianta negar. Moda sazonal, impostação social, entretenimento fácil de se identificar. Todos os olhos estão atentos, até mesmo aqueles que julgam a visão do produto decadente. E quem não tem tempo ou não admite gostar estando consciente, pode apostar que pelo menos o ouvido está acessível.“Vai começar mais um ‘Big Brother Brasil’”, diz a chamada no meio do natal. “Oh, não!” Murmura a maioria que, em poucos dias, já está adicta compartilhando notícias no Facebook do possível estupro. Parece que não há como escapar. “Fina Estampa” termina com pico de 53 pontos no IBOPE e começa o “Big Brother”. “Já que estou aqui, vou até o fim”. E fica lá sentado no sofá acompanhando a vida daqueles cujo o destino o telespectador advinha como futuras subcelebridades, independente da idade.
Entre os que tentam fechar os olhos e tapar os ouvidos, há o resistente indiferente, o pseudointelectual antissocial e também aqueles que estão enjoados, abusados e com overdose de “Big Brother”. Mas o programa tem três meses e mais de 12 participantes para causar interesse naqueles seguidores de Chiquinha: tapados com olhos de peixe.
Leia a crônica completa no pop.com, site do qual sou redator: http://blogs.pop.com.br/tv/cronica-do-bbb-todos-os-olhos-e-ouvidos/



