sexta-feira, 1 de julho de 2011

Televisão - O Programa Gentil do Danilo

Nesta quarta-feira (27/06/2011) estreou o programa solo do Danilo Gentilli na Bandeirantes. Faltando 10 minutos para a meia-noite, o Agora é Tarde começou com direito a dancinha na entrada no melhor estilo apresentador de Oscar. Muito se comentou das dificuldades na formação do show, principalmente no que se diz respeito aos convidados, o próprio Danilo criticou a mídia que havia dito que os entrevistados seriam subcelebridades, para provar o contrário anunciou que os convidados da semana seriam Marcelo Adnet e Marília Gabriela.

 Danilo Gentilli (ao fundo), Murilo Couto, Marcelo Mansfiel, Roger e Léo Lins.
Elementos do Agora é Tarde.

No elenco secundário está o sensasional ex-terça-insana, Marcelo Mansfield e outros dois humoristas de expressão duvidosa. A banda Ultraje a Rigor também marcou presença nos dois programas da semana.
Além das piadas amenas e das entrevistas, houve o excelente quadro Passou na TV, com uma edição digna de elogios rasgados, o quadro trata de uma compilação mosntrando tudo que foi dito na televisão referente a um determinado assunto. O mesmo não pode ser dito de um outro quadro comandado por Murilo Couto e Léo Lins. Numa espécie de sártira do intragável "humor do bem" dos Legendários, o quadro é mais forçado e menos engraçado do que A Praça é Nossa, só não digo que é pior que o Zorra Total porque pior do que aquilo somente dois quilos de jiló.

Entre erros e acertos, visando apenas o elenco secundário e os quadros, o programa poderia ser considerado bom, porém quando se agrega o fato de que o apresentador é o Danilo Gentilli, humorista conhecido por sua irreverência, audácia e até mesmo pela agressividade nas piadas, o resultado do Agora é Tarde chega a ser frustrante. Trajado de terno com texto de Jô Soares, Gentili chegou a perguntar gentilmente a Marília Gabriela sobre sua vida de avó, lembrando que no dia anterior fez uma surpresa ao Adnet chamando seu pai ao palco, pareceu o arquivo confidencial, até tentou amenizar o clichê telvisivo fazendo referência ironica à Porta da Esperança, mas não colou, tarde demais para dá uma de jovem anarquista.

Acostumado a fritar os entrevistados com perguntas capiciosas e comentários ardilosos, a versão gentil do Gentilli se viu de mãos atadas, tanto que em dados momentos ria forçosamente do que dizia, provavelmente a única graça que sentia era a do papelão ao qual se prestava e da autovergonha que o obrigava a bater uma mão na outra a cada segundo. Durante as duas entrevistas a vergonha alheia só não foi mais acentuadas porque as sacadas do Macerlo Adnet e o desembaraço de Marília Gabriela dominaram a situação, afinal de contas se dependesse da condução interrogativa do Danilo o "pois é" teria reinado. A falta de tato foi tão grande que nas escassas participações do Mansfiel, ele roubou a cena e ofuscou a estrela-mor.

Ainda não deu para entender porque alguém tão despachado, anárquico e desleixado resolveu apresentar um programa tão certinho e quadrado. Ele não sabe se comportar de forma formal frente às câmeras, basta rever a entrevista concedida a Gabi no SBT para constatar. O formato do Agora é Tarde serviria melhor para o Marco Luque que possue um perfil mais leve, bobo da corte inocente, porém o Danilo que sempre foi visto como carrasco não conseguirá convencer como um gentleman.

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