quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Oscar 2011: O Discurso do Rei


Exatamente hoje, dia 25 de janeiro, foi anunciada a tão esperada lista dos indicados ao Oscar 2011. A premiação ocorrerá no dia 27 de fervereiro. Quem tem TV a cabo se deu bem, quem não tem vai ter que se contentar com a porca exibição que a Rede Globo insiste em fazer iniciando o programa já pela metade, após o Fantástico e o Big Brother Brasil, só me pergunto onde é que eles colocam o tão famoso Q de qualidade nessas horas.
Enfim... Alguns dos filmes eu já assisti, outros estava esperando poder ver e ainda teve aqueles que eu desconhecia quase que completamente, entre eles, O Discurso do Rei, o qual inacreditávelmente é o mais badalado com 12 indicações que vão de melhor filme a melhor mixagem de som.

Cartaz do filme.

Pois muito que bem meu povo ocioso, eis que hoje mesmo assisti a película em questão e ao contrário do rei ao qual o titulo se refere, eu estou totalmente seguro do que irei falar.
A história é a seguinte: alguns poucos anos antes da Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra precisa de um novo rei, pela sucessão da monarquia, logicamente quem assumirá o poder é o filho mais velho, porém este não tem a menor vocação, disposição e nem capacitação para o cargo, logo ele abdica e cabe ao seu outro irmão o fardo de reinar. Bertie, o irmão caçula, apesar de ser bem melhor preparado para ser rei que o promogênito, sofre um impedimento e é neste impedimento no qual o filme se sustenta o tempo inteiro, ele é gago.
Como um rei gago poderá tranquilizar o seu povo às vésperas de uma guerra? Além da necessidade de falar em público, ele também necessita discursar através do rádio. Buscando resolver o problema, ele conhece o seu centésimo fonoaudiólogo com quem finalmente sente alguma melhora. Apartir de então, o filme começa a explorar essa relação entre um médico muito do alternativo e Sua Majestade.


Geoffrey Rush, Colin Firth e Helena Bonham Carter em cena.

É encarnando o personagem titulo que Colin Firth é indicado pela segunda vez consecutiva ao Oscar de melhor ator, ano passado para quem não se lembra, ele quase levou a estatueta pela sua atuação em A SINGLE MAN, onde fazia um gay solteirão. Das duas uma: ou a academia irá enfim premiá-lo de uma vez por todas devido ao bom histórico de Colin, ou ela irá praticar aquele sadismo de indicá-lo mil vezes e só agraciá-lo daqui a uns dez anos.
Digo isto porque fazendo um comparativo entre esta atuação e a do ano passado, Colin se saiu muito melhor como o professor depressivo de A Single Man do que como o gago de O Discurso do Rei. E não é porque no outro papel a encenação era mais dramática, mas sim porque era mais coerente. Por vezes, parece que ele esquece que gagueja, não é algo que chegue a incomodar o espectador ou estregar o filme, a atuação ainda assim continua ótima, mas não perfeita.
Geoffrey Rush, que faz o fonoaudiólogo, dá exatamente conta do recado, porém com menos brilhantismo que no Marquês de Sade e Piratas do Caribe. Mesmo assim foi indicado como melhor ator coadjuvante, compreensivel.
Já a indicação de Helena Bonham Carter a melhor atriz coadjuvante, vivendo a esposa do rei, não dá para compreender. Tudo bem que o papel não tenha muitos momentos, mas dava sim para ela mostrar um desempenho melhor do que aquele digno de atriz estreante em filme destinado à Sessão da Tarde. Talvez a indicação dela tenha sido ainda mais incompreensivel que o Oscar dado à Sandra Bullock no ano passado.

Se as atuações dos protagonistas, embora sejam boas não foi o forte do filme, o que será que levou O Discurso do Rei a esse banho de indicações? Bem, o roteiro em si é muito dinâmico, a temática é interessante e além do período pré-guerra ser pouco tratado no cinema, esse teor histórico mesclado com uma história de superação, que os americanos adoram, podem explicar o sucesso do filme.
Foi pouco pelo muito que esperava devido a grande expectativa, mas serei justo: ouçam o rei, quer dizer, assistam-o.

Voltarei para falar dos outros indicados.

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