quinta-feira, 15 de março de 2012

Turismo Nacional - Gramado e Região: Europa Brasileira - Parte 1

Quando minha irmã se casou em 2005 foi passar a lua de mel em Gramado. Ao voltar, não parava de falar no quanto a cidade era isso, aquilo e aquele outro. Como nesta época ela só conhecia o nordeste e suas praias, achei que fosse exagero, mas de tanto ela pisar e repisar o assunto do Rio Grande do Sul, eis que em 2009, a família quase inteira foi convencida a conhecer a Serra Gaúcha.

Castelo no Mini-mundo.

Viajar em grupo ou em família tem suas vantagens e desvantagens, pois cada um quer fazer uma coisa e acaba por vezes não fazendo coisa nenhuma. Porém, não aconselho ir sozinho à Gramado como fiz em todos os países que conheci. Primeiro, porque mesmo encantadora, ela é uma cidade pequena; segundo, porque os programas envolve uma atmosfera romântica; terceiro, porque o público turístico formado em sua maioria por casais e família faz com que os solteiros se sintam meio perdidos.

Ao chegar ao aeroporto de Porto Alegre, alugamos um carro e fomos rumo à Serra. Acredito ser importante o aluguel de um carro, caso não tenha um pacote turístico para lhe levar às atrações, ou então é necessário contratar um city tour, pois mesmo lembrando a arquitetura e os costumes europeua, não se pode esquecer que ainda é Brasil e neste país o transporte público se resume a ônibus e táxis com preços abusivos.

Da capital até Gramado são 122 km, numa pista cheia de curvas e neblina. Passamos pelo portal de boas-vindas e já na entrada demos de cara com a estátua do troféu símbolo do Prêmio de Cinema Kikito (foto ao lado), festival que acontece em setembro e como faltavam apenas duas semanas para o ínício da premiação, os hotéis da cidade estavam lotados, então reservamos hospedagem numa pousada perto do Lago Negro, a qual também tinha um preço elevado para uma pousada, apesar de ter um bom café da manhã, calefação e um ótimo atendimento. Outro motivo pelo qual não é bom ir sozinho à Gramado: não há diversidade de albergues e hostels.

Termômetro de Gramado.

Gramado parece ter fotografia própria, o clima cinzento, paradoxalmente, faz com que as cores da cidade tenham mais vida. Andar pela rua principal, olhar as lojas suntuosas, parar para tomar um verdadeiro chocolate quente são uma das inúmeras atrações. Há uma loja de decoração e cristais que minha mãe, adicta em taças e ornamentação, não queria mais sair. Mesmo sendo um comércio, o lugar rende ótimas fotos.



Comércios - Loja de decoração e de Jaquetas (o touro símbolo da marca)















Gramado conta com alguns museus e há dois que são imperdíveis. O Mini-Mundo e o Holywood Dream Car (Museu do Automóvel). Caso não me falhe a memória, a entrada em ambos custa 15 reais, e vale a pena. O Mini-mundo agrada todas as idades e gêneros, já o do autómovel agrada mais aos homens e aficcionados por mecânica.


 Visão geral do Mini-mundo e Aeroporto.














Holywood Dream Car












Outra atração é a Aldeia do Papai Noel que fica aberta o ano inteiro, porém na alta temporada do Natal, o  lugar ganha mais foco. Lá é possível ver o carro do Papai Noel, a Fábrica, a Casa, Renas e o Pátio com neve artificial. Com o frio, a impressão é de realmente estar em algum terreno da Europa.

No próximo post sobre a Serra Gaúcha, falarei um pouco sobre as cidades de Canela, Bento Gonçalves,  e Nova Petrópolis. Região que abarca incríveis pontos turísticos, cultura e gastronomia selecionada como vinhos e chocolates.

 Aldeia do Papai Noel.

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