terça-feira, 18 de outubro de 2011

Buenos Aires - Ver e Fazer - Parte 2 (Cidades Vizinhas)

Pode parecer estranho o que vou dizer, mas os melhores cenários fotográficos de Buenos Aires são aqueles que estão fora de Buenos Aires. É imperdoável ir à capital porteña e não conhecer os seus arredores. Ouso dizer que as cidades vizinhas por vezes são até mais interessantes. E o melhor de tudo é que o acesso a elas é de certa forma fácil e barato. Destacarei três destinos próximo, os quais julgo imperdível, ou quase isso: Tigre, San Isidro e La Plata.

Quando se fala em Tigre logo se pensa em duas coisas: primeiro, no passeio de barco que leva os turistas até algumas ilhas pelo rio homônimo; segundo, no parque de diversões. Muitos já me perguntaram se vale a pena perder dois dias nessa cidade, um para o passeio e o outro para o parque. Ou se o melhor é dividir: passeio de manhã e parque à tarde. Não sei responder a estas perguntas, pois fiz um turismo mais barato e arquitetônico.

Tigre é encantadora, dá tranquilamente para passar um dia explorando as ruas, caminhando na beirada do rio e conhecendo dois museus de primeira categoria: o Naval de la Nación e o Museo de Arte de Tigre.

Para chegar, basta ir até a estação de metrô de Retiro e ir até a plataforma de trens, o valor da passagem de ida e volta custa a bagatela de 2,50 pesos. Verdade seja dita sobre a Argentina: o transporte é muito barato. Depois de 50 minutos no pinga-pinga do trem, chega-se na Estação Ferroviária de Tigre.

 Estação de Tigre.
Logo na saída da estação é possível vê o quanto a cidade é bonita, limpa e agradável. Durante a caminhada da estação ao Museu de Arte de Tigre, o turista passa por inúmeros cenários que não o deixam seguir sem parar para tirar uma foto.

 RIO...
...PRAÇAS











MUSEO NAVAL...

CHANGE-BASUCA.

 A melhor atração na minha opinião fica a cargo do Museu de Arte que mais parece o castelo de Seráfia da novela "Cordel Encantado". Não se paga para entrar no jardim do museu, somente para adentrar o palácio. Os 10 pesos são bem gastos, já que este foi um dos museus mais interessantes que já estive, pelo menos na Argentina. Outra vantagem de pagar a entrada é que assim você poderá ter acesso a sacada de onde se tem uma visão esplendorosa.

Palácio.

Sacada...
Jardim com flor gigante.
Outra cidade próxima à Buenos Aires é San Isidro. Fui para lá numa excursão do Centro de Idiomas CUI. Não sei ao certo o método mais econômico para se chegar, mas me parece que a passagem de coletivo sai por 2 pesos. Em San Isidro é possível conhecer a casa de uma das maiores escritoras argentinas, Silvina Ocampo. Sua casa se chama Villa Ocampo. A visita ao local é acompanhada por um guia que explica toda a história e a importância desta militante cultural.


Casa de Silvina Ocampo.

Jardim da Casa.

Dá para passar o dia inteiro no jardim, ainda mais se você for com um grupo tão divertido quanto os estudantes que foram comigo. O tour pela casa dura em torno de duas horas, pois ela é imensa. Depois de passar cerca de três horas em Villa Ocampo fomos conhecer o centro de San Isidro que é realmente europeu. Lembrou-me muito as pequenas cidades da Europa. No centro há uma feira livre simpática e uma galeria a céu aberto.

Relógios na feira de San Isidro.

A terceira cidade que indico uma visita é La Plata. Não confudir com Mar del Plata que fica a 500 km de Buenos Aires. Eu e Patrícia, uma amiga que vive em Baires até hoje e que inclusive já concedeu uma entrevista impactante aqui no blog. Pegamos um metrô até a estação de Constituición e de lá embarcamos num trem para La Plata. Creio que as passagens de ida e volta custaram 5 pesos. O tempo foi de 50 minutos, porém pareceu uma eternidade, pois os inúmeros vendedores ambulantes e cantores amadores não paravam de gritar o tempo todo. Vendia-se tudo o que se pode imaginar. Desde bonequinhos que grudam na parede até Cds piratas de Raggeton. O cheio de maconha no trem também é forte, Patrícia chegou a se sentir enjoada. Após a chegada, esquecemos estas chateações e fomos passear.
Perguntando a uns transeuntes, Patrícia descobriu que havia um city tour de graça que saia da praça principal. Colocamos nosso nome na lista e entramos no ônibus que circulava e explicava a história dos principais pontos. O interessante de La Plata é a forma triangular em que a cidade foi concebida. Para quem gosta de geometria, andar por lá é um parque de diversões. Há inúmeras praças, muito verde e no outono as ruas ganham um charme com as folhas secas por todos os lados.

Patrícia em uma das ruas de La Plata.
Há um zoológico na cidade, o qual seria bom visitar com tempo. Mas de todas as atrações, a que mais encantou a mim e a Patricia foi a catedral que é realmente de encher os olhos.

Catedral.
Para entrar na catedral não paga nada e é permitido tirar fotos. Vale a pena passar um dia em La Plata, há também um mini-obelisco e os nativos são mais simpáticos do que na capital. Mas o trânsito, por mais que Patrícia discorde de mim, é perigoso para os pedestres.

Com este quarto post, encerro a série sobre Buenos Aires, até o próximo destino.

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