Wagner Moura e Milhem Cortaz em cena de Tropa de Elite 2.
O filme dá um salto de quinze anos em relação ao primeiro que se passava em 1997 e o outro inimigo precedido pelo subtítulo se trata do próprio sistema político e burocrático, substituindo assim os traficantes sanguinários de outrora. Depois de uma mal-sucedida missão no presídio de segurança máxima Bangu 1, o Capital Nascimento é afastado do BOPE e é promovido a secretário do serviço de inteligência, paradoxos a parte, ele usa seu novo e poderoso cargo para ajudar os seus antigos parceiros de luta a acabar com o tráfico nas favelas.
O objetivo da missão é o seguinte: dificultando o comércio das drogas, os donos de boca não teriam dinheiro para pagar a policia corrupta que permite a continuação do tráfico, porém o tiro sai pela culatra quando estes policiais criminosos vêem que a coisa não está rendendo. Eles mesmos matam todos os traficantes e se tornam os reis da favela, mandando e desmandando, tirando vantagem do poder de compra dos moradores da comunidade, ou seja, monopolizam todos os serviços: gás, internet, TV a cabo pirata, transporte... Para piorar ainda mais a situação, como é ano de eleição, os políticos se unem a estes policiais que mantém falsamente a paz nas favelas, para poder angariar votos .
Os injustiçados não têm mais para onde correr, pois a injustiça parte agora de quem os deveriam proteger. A polícia e os políticos se tornam os vilões e a burocracia o escudo que os defendem e os livram de qualquer culpa ou suspeita.
Como pouco conflito é bobagem, o filme ainda trás uma discussão das mais interessantes entre intelectuais a favor dos direitos humanos e fascistas em potencial.
Wagner Moura se apresenta menos violento, mas não por acaso, fora do BOPE seria incoerente se sua personagem continuasse fazendo uso do cabo de vassoura e do saco na cabeça. Mesmo assim, a organicidade de Tropa de Elite 2 é ainda mais visceral, sem dó e nem piedade, morre quem tem que morrer, seja personagem principal ou não e esse é um dos grandes méritos do filme: o enredo não sucumbe às expectativas dos espectadores, quer dizer, excluindo o final, mas é preciso dar um desconto. Sem trilha sonora melosa e nem últimas palavras na hora da morte, a violência é extrema sem ser gratuita, combinação rara.
Como se não bastasse toda essa riqueza de roteiro, o filme é um prato cheio para quem quer diversão. Locações críveis, efeitos especiais com o que há de mais moderno, uma empresa americana foi a responsável e as atuações impecáveis, destaque para Irandhir Santos que interpreta o professor de história Diogo Fraga, personagem baseada, segundo o diretor José Padilha, no deputado Marcelo Peixoto do PSOL.
A classificação indicativa é para 16 anos, idade mínima de um eleitor,então há poucos dias do segundo turno, é válido que todos os votantes assistam para uma reflexão política. Tropa de Elite 2 é mais do que tiro, sangue e palavrão, nunca antes na história deste país um filme campeão de bilheteria colocou o enredo como coadjuvante para que a crítica social fosse a protagonista.
Uziel Santos.
Cartaz do filme.






isso só não é uma ficção mas sim uma das realidades de alguns pontos do brasil...
ResponderExcluirE ae Uzi... ;D
ResponderExcluirFmz vei..?! uhasuhasuhasas
Só quero um PUNTO AMARELO T-JET fmz..!? uhasuhasuhas... abraços...
GABRIEL..3º EM
Tropa de Elite foi um filme muito polêmico, antes de seu lançamento, por causa da grande quantidade de violência e do exagero da corrupção de policiais e do perfil perfeito dos soldados do Bope.
ResponderExcluirAgora o segundo filme volta com grande bilheteria, e parece ser muito bom (gostei muito de sua crítica feita ao filme Uziel, já gostaria de ver o filme, agora aumentou minha vontade), pois ostra a corrupção dos políticos.
Eu acho que o filme "Tropa De Elite"Foi muito corajoso de mostrar como que é a realidade dos políticos de hoje em dia. Nos sabemos que tudo que fala ali no filme é realidade os trafico sao muito pior dentro da política que fora, Porque os políticos tem poder e dinheiro então fica tudo mais fácil.
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